Metodologia: Um jogo pra lá de especial – Vivência 2

Habilidades

  • EI03TS03: Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons.
  • EI03EO04: Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.
  • EI03EO02: Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações.
  • EI03CG01: Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.

Recursos obrigatórios para o professor

Leitura: Livro do Professor (página 27)
Plataforma: Audiolivro “Um jogo pra lá de especial”.

1)Reconectando

Indicamos como início de processo recorrer ao material produzido pelas crianças na Vivência 1. Faça a seguinte pergunta: O que poderia ser feito para que uma criança cega ou com baixa visão compreendesse a imagem, mesmo sem conseguir enxergar com clareza?
A ideia é permitir que as crianças expressem suas hipóteses iniciais e, a partir delas, estabeleçam conexões com o conceito de audiodescrição.

2) Plataforma

Vamos explorar mais uma forma de acesso ao livro, apresentando o audiolivro como um recurso diferenciado de leitura (escuta). É importante considerar que o tempo de atenção das crianças pode se esgotar dependendo do ambiente e de experiências anteriores que possam gerar agitação.

Por isso, sugerimos a escuta de um trecho do audiolivro – até 9min16s. Para garantir maior concentração e envolvimento.

Convide as crianças a fecharem os olhos enquanto ouvem a história. Se possível, escolha um espaço tranquilo, confortável e sem ruídos externos, favorecendo a escuta atenta.

3) Experiência compartilhada

Após a escuta do trecho sugerido, convide as crianças a descreverem o que imaginaram enquanto ouviam a história. Em seguida, conecte essa experiência com o cotidiano:

  • Será que elas já perceberam o piso tátil ou relevos em algum lugar?
  • Será que conhecem outros recursos utilizados para acessibilidade?
  • Será que já exploraram o ambiente com outros sentidos para além da visão?

Mostre imagens do piso tátil em recursos digitais ou por fotografia e incentive-as a observá-lo nos trajetos diários e em diferentes lugares que visitam.

4) Investigação coletiva

Após o levantamento das hipóteses iniciais, proponha uma atividade prática. Visite, junto com as crianças, um espaço que favoreça a exploração por meio de outros sentidos, além da visão.

Antes da exploração, escolha o ambiente previamente e, ao chegarem, oriente as crianças a realizarem o desafio de explorar com os olhos fechados – algo que costuma despertar o interesse das crianças de 4 e 5 anos.

Durante a experiência, pergunte:

  • O que vocês estão escutando?
  • O que conseguem sentir com as mãos?
  • Se estiverem descalços, o que sentem com os pés?
  • Há algum cheiro característico neste ambiente?

Permita que a exploração aconteça de forma espontânea, respeitando o tempo de envolvimento das crianças.

Após a audição do trecho proposto, conversar com a turma e orientar as observações feitas ao assistirem o vídeo trabalhado na Vivência 1 paralelamente com a parte do livro ouvido.

5) Relato da experiência vivida

Depois da experiência compartilhada, conecte o que foi vivenciado com a escuta e o vídeo explorados anteriormente. Nesse momento, organize uma roda de conversa e incentive as crianças a falarem sobre as sensações que tiveram.

Fique atento às percepções sensoriais e auxilie as crianças a nomeá-las, sempre conduzindo o diálogo de forma investigativa, sem oferecer respostas prontas. Faça perguntas baseadas nas falas delas para estimular a estruturação do pensamento.

Importante trabalhar o registro dessa sensibilização atraves dos registros individuais ou coletivos, usando desenhos ou a escrita.

6) Registro da observação

Como forma de documentar a experiência, registre o processo por meio de:

  • Fotografias (caso permitido)
  • Gravações de áudio
  • Anotações das falas das crianças

Esses registros são fundamentais para acompanhar a compreensão individual de cada criança e podem contribuir para a construção de relatórios. Caso seja do interesse da escola, esse material pode ser utilizado para a elaboração de um portfólio, que pode ser compartilhado com as famílias ao final do ano letivo ou como parte da finalização do projeto Investigadores do Bem.

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